Grupo Auto Júlio celebra 30 anos a crescer e a olhar para o futuro

A celebrar os seus 30º aniversário em 2017, o Grupo Auto Júlio iniciou uma nova fase, com a entrada na área das Energias Renováveis e Eficiência Energética, ao adquirir 70% do capital social da Alferpac.
O Grupo, com sede nas Caldas da Rainha e gestão de cariz familiar, é composto por 13 empresas, em 10 sectores de atividade e dá emprego a 280 pessoas.
De salientar que o Grupo estende a sua área de influência entre Coimbra e São Bartolomeu de Messines, nomeadamente: região Litoral Centro, Oeste, Alentejo e Algarve. Tem instalações em Alcanena, Benedita, Caldas da Rainha, Leiria, Pombal, Peniche e Torres Vedras.
Todos os anos a faturação do Grupo Auto Júlio tem vindo a aumentar, mantendo-se no top 10 das maiores empresas do distrito de Leiria, demonstrando desta forma a visão estratégica e solidez com que tem crescido. Em 2013 a faturação foi de 69,8 milhões de euros, em 2014 de 73,7 milhões de euros, em 2015 de 78,6 milhões de euros e o ano passado de 82,9 milhões de euros. Em 2017 está previsto que a faturação alcance os 87 milhões de euros.
Por detrás deste sucesso está António Júlio Guedes de Sousa, o fundador do grupo, mas também toda uma equipa que com ele tem trabalhado, inclusive a sua esposa, Luísa Fonseca, e o filho mais velho, Bruno de Sousa.
 
Depois dos carros e dos combustíveis, Grupo AJ aposta na eficiência energética
 
A Alferpac, adquirida no início do ano, conta com uma equipa de 20 engenheiros (cerca de um quarto do número total de funcionários) e tem clientes como a EDP Comercial, a EPAL e a Vodafone, entre outras empresas.
A empresa foi criada em Alfeizerão, em 2002, e desde essa altura que mantém uma grande ligação com a EDP Comercial (que comercializa energia no mercado liberalizado). Essa relação tem sido profícua para ambas as empresas.
Com a Vodafone, são os responsáveis pela manutenção e auditorias das suas áreas mais críticas. Atualmente, por exemplo, a Alferpac está a remodelar a instalação elétrica e AVAC do principal Datacenter da Vodafone, em Alfragide.
Na relação com o parceiro Canas, que trabalha diretamente para a EDP Distribuição, são “subcontratados designados”, sendo responsáveis pelo piquete (24 horas e 365 dias por ano) e das obras da rede de três concelhos (Rio Maior, Bombarral e Cadaval).
Para além disso, têm vários clientes na indústria onde fazem todo o tipo de trabalhos, desde a montagem de PTs a quadros elétricos.
Uma das áreas onde a Alferpac pretende crescer mais é como Empresas de Serviços de Energia. “Nós queremos ser uma referência na área da Eficiência Energética”, salienta Luís Ventura, um dos administradores da Alferpac.
A Eficiência Energética é a otimização feita do consumo de energia e consegue-se através de um projeto de reformulação nas instalações, que pode levar à poupança de energia e de dinheiro. Isso consegue-se através da utilização de fotovoltaicas, geradores de velocidade, iluminação de LEDs e ar comprimido, entre outras soluções.
A Alferpac é umas das Empresas de Serviços de Energia (ESCO) para as empresas públicas nacionais. As ESCO são empresas que fazem um investimento na reformulação dos consumos energéticos (por exemplo, na iluminação pública) e durante um determinado período recebem uma parte do que se poupa.
É preciso entender o sistema a ser alterado a nível energético e desenhar um modelo dinâmico do seu consumo, para perceber se vale a pena fazer o investimento da sua reestruturação, de forma a que se amortize num período razoável. Uma medida é boa quando se paga a meio do final da sua vida útil. Quem faz o investimento tira benefício das poupanças, mas também partilha esses benefícios.
Esta é uma área ainda recente em Portugal, mas há metas para cumprir para o país reduzir a sua dependência energética.
Uma das motivações para a Alferpac se juntar ao Grupo Auto Júlio foi ganhar dimensão e estofo financeiro para permitir concorrerem com melhores condições aos concursos públicos para estes investimentos.
Para o Grupo, o investimento na Alferpac faz todo o sentido, tendo em conta que o futuro dos setores dos automóveis e dos combustíveis poderá não ser tão risonho. Isto tendo em conta novas realidades como os carros elétricos, a partilha de viaturas e a condução por inteligência artificial.
 


Combustíveis representam 70% da faturação
 
É aos automóveis que se associa mais a atividade do Grupo Auto Júlio, mas o setor dos combustíveis representa 70% do volume total da sua faturação e tornou-se estrutural na sua existência.
Este é, sem dúvida, o nosso principal negócio”, realçou Bruno de Sousa, administrador executivo do Grupo. “A evolução de venda de combustíveis tem sido brutal”. Há cinco anos as vendas foram de 26 milhões de litros e para 2017 o objetivo é de 56 milhões de litros.
O Grupo Auto Júlio está inserido na categoria “Distribuidores de 1ª Linha e Retalhistas Independente”, revendendo e transportando combustíveis líquidos brancos (gasóleos e gasolinas), com frota própria, para mais de 20 postos de abastecimento com marca própria, postos de abastecimento de marca branca e para cerca de mil empresas do setor industrial, transportes, agrícola e serviços. Em 2016, foram comercializados 50 milhões de litros de combustíveis.
Nesta área, o Grupo Auto Júlio tem clientes nos mais variados setores: hospitais, embaixadas, hotéis, cooperativas agrícolas, transporte ferroviário e rodoviário, produtores agrícolas, indústria cerâmica, indústria de curtumes, eventos desportivos, espetáculos circenses, hipermercados, centros comerciais e bancos, entre outros.
É no setor primário (segmento agrícola) que tem havido um maior crescimento de vendas, seguindo o padrão de evolução económica do país.
A nível nacional, abastecem de combustível empresas como a Endemol, a TVI/Plural, a RTP, a CP Carga, a Gelpeixe, o Continente Hipermercados e o Jardim Zoológico de Lisboa, mas também vários corpos de bombeiros voluntários, cooperativas agrícolas, pedreiras, adegas, embaixadas, entre muitas outras. Os geradores da Ilha da Berlenga também são abastecidos pelo Grupo.
A Auto Júlio entrou na área da distribuição e venda de combustíveis em 1990, três anos depois da sua criação, ao adquirir o espaço onde fica atualmente a sede do grupo (Caldas da Rainha), que incluía o posto Galp existente no local.
Em 1993, a aquisição da Garagem Caldas permitiu a entrada na área de distribuição e venda de combustíveis a granel, quer para abastecimento de postos de combustível, quer para fins industriais.
Vinte e três anos depois da sua fundação, o Grupo comprou a Galp Servi Express e reforçou a ligação com a Galp Energia, ao celebrar um Contrato de Distribuição e Licença de Marca e Imagem, passando a ser Parceiro Galp, adquirindo o acesso exclusivo à revenda dos produtos Aditivados Galp – marca HY ENERGY.
A aquisição da empresa Galp Servi Express e das suas centrais de distribuição de combustíveis (relés de abastecimento) em Sines, Terrugem e Pombal, garantiu a exclusividade numa área que se estende entre Aveiro e Sines, um dos espaços de maior desenvolvimento e concentração de pessoas e indústrias do país.
Em 2015, com a aquisição do centro de logística de São Bartolomeu de Messines, a área de influência alargou-se ainda mais, até ao Algarve. Atualmente, o setor dos combustíveis está a trabalhar nos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
Em relação à venda direta ao público, o Grupo tem 17 postos de combustíveis com imagem “co-branded” (Auto Júlio/Galp/cliente), três postos com propriedade total da Auto Júlio com imagem “co-branded” (Auto Júlio / Galp) e mais três com propriedade total do Grupo, mas com imagem, fornecimento e gestão de marca de terceiros.
O Grupo Auto Júlio faz ainda revenda de lubrificantes GALP. Outra parceria estratégica que o Grupo tem com a Petrogal.
 
Diversificação tem sido um dos segredos do sucesso
A estratégia de diversificação seguida sempre pelo fundador do Grupo, António Júlio Guedes de Sousa, permitiu que conseguissem ultrapassar fases menos positivas.
Exemplo disso foi a crise que o setor automóvel atravessou nos últimos anos, mas começou já a dar sinais de retoma. Em 2016 foram vendidas 1346 viaturas pelo Grupo e o objetivo para este ano é chegar às 1513 unidades vendidas.
Apesar da crise no setor automóvel, o serviço de pós-venda dos concessionários tem-se mantido estável, prevendo-se um aumento de faturação, entre 2016 e 2017, de 5,4 milhões para 5,7 milhões de euros.

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