Grupo Auto Júlio é um parceiro essencial para a Mitsubishi em Portugal

Há dois anos que o Grupo Bergé é responsável pela importação da Mitsubishi em Portugal e o Grupo Auto Júlio continua a ser um parceiro de grande importância para a marca neste país, quer pela relação histórica de 30 anos, quer pelos resultados obtidos ao longo destes anos.
O Grupo Auto Júlio começou a sua atividade como concessionário da Mitsubishi e, 30 anos depois, a relação continua forte.
Francisco Geraldes, diretor-geral da Mitsubishi Bergé Portugal, revela ter uma excelente relação com António Júlio Guedes de Sousa e Bruno de Sousa, salientando ainda os excelentes resultados conseguidos pelo Grupo. Em “performance” relativa (tendo em conta o potencial da zona) foi o melhor concessionário em 2016. Em volume de vendas foi o segundo maior concessionário.
“O sucesso de um concessionário tem a ver com o trabalho que é feito diariamente. O que importa é que se faz todos os dias na relação com os clientes, nas condições das suas instalações e como prestam os seus serviços de pós-venda”, destaca Francisco Geraldes.


Pergunta: Como é que vê, estrategicamente, a relação entre a Mitsubishi Bergé Portugal e o Grupo Auto Júlio?
Francisco Geraldes: Estrategicamente, a relação com os concessionários na nossa atividade é essencial. Um importador de automóveis vende carros e presta serviços aos seus clientes através dos concessionários. Não o fazemos diretamente. Nós temos uma rede de concessionários do qual o Grupo Auto Júlio é uma peça fundamental.
Uma marca que não tenha uma relação estratégica clara com a sua rede de concessionários, não tem forma de prestar os seus serviços.
O Grupo Auto Júlio, não podemos deixar de destacar, tem um peso acrescido na nossa atividade, porque é dos nossos primeiros concessionários, que se mantém sempre com resultados positivos, nos bons e maus momentos da marca. É um concessionário que está presente numa área geográfica bastante alargada e importante para o tipo de produtos que desenvolvemos, porque há um grande número de clientes a usarem as nossas viaturas.
O Grupo tem um número muito grande de clientes a usarem os produtos desta marca e a assistirem os seus veículos todos os dias, nas instalações deles.

P: O Grupo Auto Júlio é o maior concessionário da Mitsubishi em Portugal?
FG: Em “performance” relativa sim, foi o melhor concessionário em 2016, ou seja, tendo em conta o potencial da zona. Em volume de vendas foi o segundo maior concessionário.


P: Quais são os fatores que levam a que o Grupo Auto Júlio tenha uma performance tão boa?
FG: O nosso negócio e dos concessionários constrói-se todos os dias. O sucesso de um concessionário tem a ver com o trabalho que é feito diariamente. O que importa é que se faz todos os dias na relação com os clientes, nas condições das suas instalações e como prestam os seus serviços de pós-venda.
É preciso trabalhar permanentemente a melhorar a qualidade dos seus serviços, com equipas estáveis e permanentemente preparadas. Isso vai fazer com as concessões tenham sucesso.
Esse sucesso vê-se quando uma concessão pode dizer com orgulho que trabalha com uma marca há 30 anos.
Claro que se perguntarem ao senhor António Júlio se estes 30 anos foram só alegrias, ele irá dizer que não. Só que teve a determinação e a capacidade de aproveitar os momentos bons e ultrapassar os maus. Continuo a vê-los muito determinados no sucesso da sua atividade comercial e da pós-venda, na representação das nossas marcas Mitsubishi e Fuso.


P: Há dois anos que o Grupo Bergé é responsável pela Mitsubishi em Portugal?
FG: O Grupo Bergé comprou a importação da Mitsubishi em Portugal em fevereiro de 2015. O Grupo já tinha a distribuição desta marca em Espanha, Chile e Peru. Temos uma relação muito alargada com a Mitsubishi. O ano passado, no total, vendemos cerca de 35 mil viaturas da Mitsubishi.
Em Portugal a nossa experiência ainda é recente, principalmente se compararmos com os 30 anos da relação que o Grupo Auto Júlio tem com a marca.


P: Qual é o momento que estão a viver neste momento?
FG: O ano de 2015 foi de transição e isso traz sempre desafios. As mudanças trazem sempre desafios para todas as organizações. Isso aconteceu connosco e com as concessões.
Penso que conseguimos, logo no primeiro ano, estabelecer uma relação de trabalho sólida com os concessionários. Continuámos a desenvolver a atividade sem grandes sobressaltos.
2015 foi positivo, mas 2016 foi ainda mais positivo. Já se viu a consolidação deste trabalho, feito em conjunto com os concessionários. Houve novidade de produto, com a renovação de uma parte da gama da Mitsubishi, o que permitiu desenvolver bastante a atividade comercial. Em 2016 crescemos cerca de 34% em vendas, em relação a 2015. Esse crescimento verificou-se maioritariamente na rede de concessionários, porque não temos uma estratégia direta de vendas muito intensiva. Dos 29 concessionários, 27 tiveram um crescimento das suas vendas relativamente ao ano anterior.
Em 2017, continuamos otimistas, mas a base comparativa já é melhor. Será um ano que teremos todos mais desafios.


P: E qual o momento que vivem na relação com o Grupo Auto Júlio?
FG: Eu vivo sempre um momento bom com o senhor António Júlio, porque gosto dele e a nossa relação é sempre boa. O mesmo posso dizer em relação ao filho dele, Bruno Sousa, com quem tenho uma relação mais direta.
A relação entre as duas empresas também é muito positiva. Vejo uma relação diária e construtiva das pessoas que trabalham na nossa empresa com as que trabalham na Auto Júlio.
Temos os desafios em conjunto do mercado, desta nova fase em que a Mitsubishi vai entrar e estou certo que iremos conseguir trabalhar em conjunto para termos os melhores resultados.


P: O que espera por parte do Grupo no desenvolvimento do negócio da Mitsubishi na área Litoral Oeste?
FG: Espero sempre o empenho deles. O Grupo tem sido sempre um parceiro empenhado em defender a marca junto dos clientes, conseguindo vender carros e serviços.
Nós na nossa marca temos uma gama de veículos comerciais e outra de passageiros. O Grupo tem um histórico nas vendas de veículos comerciais da Mitsubishi e esperemos que isso continue.
P: Como vê o futuro desta marca em Portugal?
FG: Eu acho que a Mitsubishi é uma marca com muita relação com os seus clientes e concessionários. Para nós tem sido uma surpresa agradável ver a empatia que existe. É muito apreciada pelos concessionários e pelos clientes. Há muita gente com carinho pela Mitsubishi. Isso não acontece com todas as marcas automóveis. Nós temos tentado defender esse afeto que existe porque achamos que é um ativo muito importante.
O ano passado a Mitsubishi fez uma aliança com a Nissan e passou a fazer parte do grupo Renault-Nissan-Mitsubishi.
A nossa expetativa é que, dentro desta aliança, aumente a capacidade desta marca em desenvolver novos produtos, que se calhar é o que tem faltado nos últimos anos. Pensamos que assim a marca vai ter muitas mais possibilidades de se desenvolver.
Não temos ainda uma estratégia claramente definida, porque a aliança é recente. A marca está a trabalhar intensivamente em ver como dar forma a estas novas possibilidades. Acreditamos que até ao final do ano vai ser mais claro como é que esta estratégia se vai desenvolver no futuro.
De forma resumida, eu diria que há dois anos a marca tinha uma presença interessante em Portugal, mas não tinha um plano com potencial de se desenvolver, porque não havia muitos produtos possíveis num futuro próximo. Hoje em dia, penso que terá capacidade de desenvolver novos produtos que podem vir a dar uma dimensão completamente diferente à Mitsubishi.


P: Qual será a importância dos veículos elétricos no futuro?
FG: Claramente haverá uma tendência a eletrificar o automóvel, especialmente para os centros urbanos.
Os desafios em Portugal são os mesmos do que os dos outros países. A concentração da população nas cidades faz com que se tenha de repensar por completo a maneira como as pessoas se movimentam nos centros urbanos.
Se começarmos a imaginar as cidades atuais com o dobro ou triplo das pessoas, temos de ter consciência que não pode haver o dobro ou triplo de automóveis e muito menos que sejam a movidos com motores de combustão. Senão acontece como em algumas cidades chinesas, com poluição extrema.
Tendo em conta esses desafios, a tecnologia que está a ganhar mais relevância é a eletrificação do automóvel. Isso não poderá demorar muito tempo a acontecer, mas ainda não se sabe quanto é que irá pesar nos números de vendas de viaturas.

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